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Manutenção · · 6 min de leitura

Troca de óleo: por que 10 mil km nem sempre é a resposta

O intervalo certo depende do carro, do óleo e do jeito que você dirige. Veja como descobrir o seu.

Cabeçote de motor com balancins dourados e molas de válvula

O número que todo mundo repete, 10 mil km, existe, mas é um ponto de partida. O intervalo certo do seu carro está no manual e muda conforme ele é usado.

Comece pelo manual

O fabricante indica o intervalo (em quilômetros e em meses) e a especificação do óleo: a viscosidade, como 5W-30, e a norma que ele precisa atender. Usar outra especificação, mesmo uma que pareça "melhor", pode afetar consumo e proteção. Vale o que está escrito para o seu motor.

Uso severo pede intervalo menor

Se você se reconhece em dois ou mais itens abaixo, o manual costuma indicar um intervalo reduzido, chamado de uso severo:

  • Trânsito pesado, com muito para-e-anda;
  • Trajetos curtos, que não deixam o motor esquentar por completo;
  • Estrada de terra ou muita poeira;
  • Reboque ou carga pesada;
  • Calor forte na maior parte do ano.

Tempo também conta

O óleo envelhece mesmo com o carro parado. Quem roda pouco deve trocar pelo prazo em meses do manual, geralmente 12, e não só pelo hodômetro.

Mineral, semissintético ou sintético?

Os sintéticos suportam melhor calor e cargas altas e costumam permitir intervalos maiores, mas só se o fabricante do seu carro aprovar. Troque sempre o filtro de óleo junto: colocar óleo novo num filtro velho desperdiça metade do serviço.

Confira o nível todo mês

  1. Estacione em piso plano e desligue o motor por alguns minutos;
  2. Retire a vareta, limpe com um pano e encaixe de novo;
  3. Retire outra vez e veja onde o óleo marca, entre o mínimo e o máximo.

Óleo escuro é problema?

Não necessariamente: ele escurece porque limpa o motor. Cheiro de combustível, aspecto leitoso ou borra são sinais mais sérios e pedem diagnóstico.